EM PORTUGAL...
Promotora de novo jornal demandada judicialmente
Escrito por Rui Avelar14-Ago-2007
CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS
Fernando Moura, que dirigiu o “Novo Jornal”, demandou judicialmente uma empresa que se propõe lançar outro semanário em Coimbra, a Segecamp, Serviços de Comunicação, Marketing e Publicidade, a que é associado o empresário Emídio Mendes, ligado ao empreendimento imobiliário “Jardins do Mondego”, apurou o “Campeão”.O demandante foi contratado por um ano para dirigir o jornal “Imprensa Livre”, mas acabou por ser despedido ao fim de um mês, alegando a firma ter cancelado o vínculo dentro do período experimental acordado.O julgamento da acção instaurada contra a Segecamp está previsto para 29 de Outubro de 2007, no Tribunal do Trabalho de Coimbra, contando-se entre as testemunhas arroladas pela empresa Andreia Madeira, assessora de Imprensa da Académica/OAF, cujo presidente é pessoa das relações de Emídio Mendes.O demandante arrolou como testemunhas, entre outras pessoas, o empresário Emídio Mendes e Paulo Sérgio Santos.Contactada pelo “Campeão”, Andreia Madeira disse desconhecer que o seu nome foi indicado no âmbito da prova testemunhal fornecida pela demandada, mas admitiu que isso possa acontecer ao abrigo das suas relações de amizade com Paulo Sérgio, que sucedeu a Fernando Moura como director indigitado do novo projecto editorial da Segecamp.Segundo a assessora de Imprensa da Académica/OAF, houve uma conversa entre ela e Paulo Sérgio, cujo teor se escusou a revelar.Andreia Madeira afirmou, por outro lado, desconhecer que Emídio Mendes seja associado à Segecamp.Segundo Fernando Moura, Wilson Dias, ligado à referida firma, pediu-lhe para indagar se havia escritórios vazios no Estádio Cidade de Coimbra a fim de ser lançada, em Janeiro de 2007, a publicação do “Imprensa Livre”.Paulo Sérgio terá dito a Fernando Moura que ia falar com o presidente da Académica/OAF, José Eduardo Simões, e posteriormente terá comentado que a conversa correu bem, a ponto de lhe acenar com “uma grande surpresa”.Contactado pelo nosso Jornal, Paulo Sérgio Santos escusou-se a tecer qualquer comentário sobre aquilo que Fernando Moura invoca.O demandante sustenta só ter aceitado a vigência de um período experimental por, alegadamente, lhe terem dito tratar-se de uma cláusula obrigatória do contrato.Despedido a 27 de Dezembro de 2006, na versão da empresa demandada, Moura afirma ser por exclusiva culpa da ré que nunca lhe foi possível desempenhar as funções de director.O queixoso diz, por outro lado, que apenas a 05 de Janeiro de 2007 (esgotado o mês do período experimental) recebeu uma carta da Segecamp a comunicar-lhe a desvinculação.Manobra dilatória?Além de invocar a caducidade da acção instaurada por Fernando Moura, cuja petição terá omitido o valor reclamado, a Segecamp contrapõe que o demandante subscreveu o contrato de trabalho “com plena consciência do seu conteúdo e de livre vontade”.Aconteceu, segundo a contestação, que dentro do período experimental não houve data concreta para o lançamento do “Imprensa Livre”, apesar de ter sido previsto para o efeito o dia 18 de Janeiro de 2007.Quanto à data da eventual comunicação do cancelamento do contrato, a firma diz tê-lo feito, verbalmente, a 27 de Dezembro de 2006, aspecto negado pelo queixoso.Segundo a Segecamp, a rescisão do contrato durante o período experimental dispensa o recurso à forma escrita, bastando que por qualquer forma dela seja dado conhecimento ao trabalhador.A contestação alude à cópia de uma carta, enviada com registo e aviso de recepção, fazendo notar que o queixoso recusou-se a receber, em mão, a referida cópia, a 27 de Dezembro (uma semana antes do termo do período experimental).A empresa admite que, por lapso no endereço, a carta foi-lhe devolvida e acentua tê-la reenviado a 03 de Janeiro de 2007 “por uma questão de cautela”.A devolução da carta por insuficiente indicação de morada do destinatário merece, na contestação, a alusão a uma suposta “manobra dilatória”, porquanto, alega a ré, “qualquer carteiro habituado a distribuir correspondência naquela zona saberia a quem se dirigir”.Como a missiva não tinha a morada completa do queixoso, a Segecamp admite que ele tenha aproveitado para ordenar a devolução a fim de poder recebê-la depois de 04 de Janeiro.Para a advogada subscritora da contestação apresentada pela firma, “forçoso será concluir”, à luz da petição inicial do queixoso, que Fernando Moura recorre ao pleito para “tentar extorquir dinheiro” à demandada.Projecto em fase de mudança de estratégiaIndigitado para dirigir editorialmente o jornal “Imprensa Livre”, Paulo Sérgio Santos escusou-se, na semana passada, a prestar ao “Campeão” esclarecimentos sobre o projecto.“É prematuro fazer considerações”, declarou.Segundo Fernando Moura, a quem Paulo Sérgio sucedeu como putativo director, foi acordada em Outubro de 2006 a cessão dos direitos por ele detidos sobre o “Novo Jornal” (que publicou duas edições em Coimbra) a uma sociedade a constituir.O anterior potencial director do “Imprensa Livre” diz que era desejo do empresário Emídio Mendes haver um jornal a veicular outra versão sobre o embargo da urbanização “Jardins do Mondego”, em construção a jusante da rua do Brasil (vide a nossa edição de 07 de Abril de 2005).O “Campeão” diligenciou, segunda-feira, para ouvir o empresário, mas este encontrava-se fora de Portugal.O título “Imprensa Livre” surgiu depois de gorada a hipótese de viabilização do “Novo Jornal”, cenário a cargo da tal sociedade cuja constituição foi encarada e de que Fernando Moura seria sócio em parceria com outra(s) pessoa(s).Embora o dia 18 de Janeiro de 2007 tivesse sido escolhido para data de lançamento do novo projecto da Segecamp, Serviços de Comunicação, Marketing e Publicidade, esta sociedade invocou “necessidade de mudança de estratégia editorial”.Em reacção à contestação deduzida pela referida firma no âmbito da acção entregue no Tribunal do Trabalho de Coimbra (ver outra peça nesta página), Fernando Moura alega que o seu nome esteve indicado ao Instituto da Comunicação Social para director durante o primeiro trimestre de 2007.“Se em Dezembro [de 2006] decidiram impedir-me de exercer o cargo, por que razão deu entrada em Janeiro, no Instituto da Comunicação Social, um pedido de registo do título “Imprensa Livre” figurando o meu nome como director”?, questiona Moura....~
...NO BRASIL
DONO DOS JARDINS DO MONDEGO CONTROLOU O INDEPENDENTE, COMPROU JORNAL INCENDIADO E FUNDA JORNAL EM PORTUGAL"Em declarações à «Lusa», Serra Lopes disse ser «prematuro» fazer quaisquer comentários sobre o assunto, confirmando apenas que têm «havido conversas e há disposição para negociar».A jornalista é uma das principais accionistas do semanário, com cerca de 20% do capital, a par de José Gonçalves, com 30%, e da sociedade
Segecamp, com 24%.(N.R. DE EMIDIO MENDES) "Fonte: Agencia Financeira
=================Base de Dados:
Publicações Periódicas Registadas no ICS
Imprensa Livre (Semanal)
Num. Registo125156
DirectorPaulo Sérgio dos Santos
ProprietárioSegecamp - Serviços Gerais de Comunicação Marketing e Publicidade Lda
RedacçãoR. Pedro Alvares Cabral 47 - Edif. Sanremo JunqueiroC.Postal2775-615 Carcavelos
Telefone214584230
Fax214584239
Fonte ICS=======================
06/05/2006
Jornal se diz perseguido por prefeito
Agência Estado
Uma seqüência de denúncias publicadas contra a administração municipal nos últimos meses e um jornal ameaçado de ter suas atividades encerradas por supostas irregularidades apontadas pela prefeitura. O que para a prefeitura de São Sebastião, no litoral norte, é uma coincidência e a necessidade de se fazer cumprir a lei, para um dos donos do jornal Imprensa Livre, Igor Veltman, é uma tentativa do prefeito Juan Pons Garcia (PPS) de censurar o diário e desviar o foco das reportagens.
19/5/2006
MUNDO LUSIADA
A sede do jornal Imprensa Livre, na cidade de São Sebastião, litoral Norte de São Paulo, foi atingido ontem, 18, por um incêndio criminoso.Três homens encapuzados e armados com espingardas calibre 12 e pistolas invadiram o prédio do jornal pelo parque gráfico e renderam os trabalhadores do setor e invadiram o departamento de diagramação do jornal.Em seguida jogaram gasolina no parque gráfico e incendiaram uma impressora e toda edição que estava prestes a ser entregue aos leitores.
23/5/2006
Cale a boca, jornalista:
Imprensa Livre, pero no mucho
O editor-chefe do "Imprensa Livre", Igor Veltman, 48, relacionou o ataque à gráfica e à redação do jornal, sofrido na madrugada da última quinta, em São Sebastião (litoral norte de SP), a denúncias veiculadas nos últimos meses de supostas irregularidades envolvendo a administração municipal.
Por Pedro Venceslau, da redação
Na madrugada do último dia 18 de maio, a fatídica quinta-feira dos ataques do PCC, a gráfica do jornal Imprensa Livre, de São Sebastião, foi invadida por um grupos de homens encapuzados que se diziam da facção criminosa liderada por Marcola.Durante o ataque, boa parte da edição e das máquinas de impressão foram queimadas. Igor Veltman, editor-chefe do jornal, que é a única publicação da cidade, descarta que a ação tenha sido orquestrada pelo Primeiro Comando da Capital e acredita em retaliação da Prefeitura, que, por sua vez, nega participação no crime. A Prefeitura prefere não se manifestar sobre as declarações.
SÃO SEBASTIÃO - "Foram longos dez minutos de horror", foi desta maneira que o editor-chefe do jornal Imprensa Livre, Igor Veltman, descreveu o atentado que sofreu, juntou com outros cinco funcionários, na madrugada desta quinta-feira, em São Sebastião, Litoral Norte Paulista. O prédio do diário, que circula pelas as cidades do Litoral Paulista, foi invadido por três homens por volta das 3h40 da manhã.Armados e encapuzados eles chegaram à gráfica, onde obrigaram quatro trabalhadores a se deitarem no chão. Deram coronhadas e fizeram ameaças. Depois foram até a sala de diagramação e renderam outro funcionário. Da redação, o editor-chefe percebeu a ação e saiu correndo. "Tentei fugir por um corredor, mas a porta estava trancada, aí fiquei no escuro, assistindo tudo".Com gasolina os bandidos atearam fogo nos exemplares que estavam prontos e ainda destruíram alguns equipamentos como uma guilhotina e impressoras. Antes de fugirem a pé, ainda estouraram uma bomba caseira no local. Na saída, apontaram a arma para o fotógrafo Reginaldo Pupo e para o repórter César Rodrigues, mas não atiraram.
"Temos suspeitos e pelas investigações é uma disputa local", informou o delegado José Lamartine Fagundes, que conduz a apuração do crime.Para o editor-chefe, está claro que se trata de crime político. "Acreditamos em oportunismo. Usaram o momento e o nome do PCC para impedir o jornal de circular. A imparcialidade incomoda muito". Na edição desta quinta-feira, a matéria de capa era a decisão da Justiça de obrigar a prefeitura a responder cerca de trinta requerimentos da Câmara, sob pena de multa diária de R$2.500."Comemoramos a decisão judicial que devolve aos vereadores o direito de fiscalizar, de atuar. Quanto ao atentado ao jornal, em nenhum lugar do País houve ataque, só em São Sebastião. É lamentável, claro que não é o PCC, são pessoas tentando calar o jornal", comentou o presidente da Câmara, Wagner Teixeira (PV). O jornal circula diariamente há 16 anos e há algum tempo se diz perseguido pelo prefeito da cidade, Juan Ponz Garcia. Por meio da assessoria de imprensa, a prefeitura nega as acusações de perseguição não comentou o atentado ao jornal.
26/10/2006
Polêmica: Grupo suspeito de esquema de favorecimento com prefeito compra jornal de oposição em SP
Redação Portal
IMPRENSA
O Grupo Riviera e o empresário Andelmo Zarzur Júnior assumiram, na semana passada, o controle do jornal Imprensa Livre, no litoral norte de São Paulo.A publicação, única diária na região, fazia forte oposição ao prefeito de São Sebastião, Juan Pons Garcia (PPS). O prefeito, a empresa e o executivo estão sendo investigados há três meses pela Polícia Federal, por suspeitas de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.Garcia pode ter tentado, segundo a Folha de S. Paulo, mudar a lei de uso do solo e o Plano Diretor da cidade para beneficiar o Grupo Riviera, que já empregou Zarzur e comprou uma série de terrenos em São Sebastião; essas áreas seriam valorizadas com a permissão, via Plano Diretor, da construção de prédios com mais de 20 metros, atualmente proibidos.O ex-proprietário do Imprensa Livre, Igor Veltman, declarou que vendeu a publicação por conta de dívidas e ameaças sofridas recentemente.Há cerca de três meses o prédio do jornal foi incendiado, gerando prejuízos da ordem de R$ 100 mil; as causas do acidente ainda estão sendo investigadas pela polícia.Além destes gastos, o jornal deixou de veicular os editais da prefeitura de São Sebastião, que geravam receita de R$ 1,5 milhão por ano; Juan Garcia, que criou o Boletim Oficial do Município, alegou "redução de despesas" para interromper o repasse à Imprensa Livre.Grupo comprou principal jornal da cidade
O Estado de São Paulo/Hojewww.estado.com.br'
Imprensa Livre' teria sido boicotado por criticar prefeito de São Sebastião
O jornal Imprensa Livre, diário do litoral norte com sede em São Sebastião, foi vendido esta semana para o Riviera Group, representado no Brasil pelo empresário português Emídio Mendes. O valor não foi revelado. 'Podemos dizer que ficaram com as dívidas', disse um dos diretores, Igor Veltman. Os problemas financeiros do jornal começaram quando a prefeitura deixou de publicar editais em suas páginas, no início da administração do prefeito Juan Garcia (PPS), no ano passado.
Jornal Imprensa Livre - Riviera Norte Editora Ltda.Rua Mansueto Pierotti, 622 - Centro - São Sebastião - CEP: 11600-000Diretor responsável:André Luiz Valente MendesGerência:
Daniel Barbosa